A conferência de imprensa teve lugar na Escola Básica 2, 3 da Galiza, no Estoril – uma das vencedoras e a primeira a receber os painéis fotovoltaicos – foi conduzida por Roberta Medina e contou com a presença de Miguel Barreto, Director-geral de Geologia e Energia em representação do Ministério da Economia; João Ferrão, Secretário de Estado do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e das Cidades; Valter Lemos, Secretário de Estado da Educação; António Capucho, Presidente da Câmara Municipal de Cascais; Mercedes Balsemão, Presidente da SIC Esperança; e António Câmara, Presidente da YDreams.
As escolas vencedoras foram escolhidas por distrito – apenas o distrito de Vila Real ficou excluído por não ter cumprido o prazo, sendo que, em substituição, foi dado o prémio ao projecto com maior pontuação a seguir aos 19 vencedores.
Assim, as escolas vitoriosas são: Escola Secundária Oliveira Júnior (Aveiro), Escola EBI de Santa Maria (Beja), Escola EB 2, 3 António Correia de Oliveira (Braga), Escola Secundária de Mirandela (Bragança), Escola EB 2, 3 Serra da Gardunha (Castelo Branco), Escola Tecnológica e Profissional de Sicó (Coimbra), Escola Secundária de Montemor-o-Novo (Évora), Escola Jacinto Correia (Faro), Agrupamento Escola de Vila Nova de Tazem (Guarda), Escola Secundária com 3º CEB da Batalha (Leiria), Escola Básica 2, 3 da Galiza (Lisboa), Colégio Valsassina (Lisboa), Escola EB 2, 3 Garcia d’Orta – Agrupamento Escolas de Castelo de Vide (Portalegre),
Escola Secundária Aurélia de Sousa (Porto),
Ensino Secundário de Salvaterra de Magos (Santarém), Escola Básica 2, 3 c/ Secundário de Santo António (Setúbal), Externato Maria Auxiliadora (Viana do Castelo), Escola Profissional Mariana Seixas (Viseu), Escola Básica 1, 2, 3 Prof. Francisco M.S. Barreto (Madeira) e Escola Secundária Domingos Rebelo (Açores).
Desta lista de duas dezenas de estabelecimentos de ensino, a Escola Secundária Oliveira Júnior, de Aveiro, a Escola Básica 2, 3 da Galiza, de Lisboa, e a Escola Secundária Domingos Rebelo, dos Açores, foram declaradas como grandes vencedoras, recebendo, além dos painéis fotovoltaicos, um financiamento de cinco mil euros para que implementem as propostas de cariz social e ambiental nas respectivas comunidades, beneficiando, assim, uma instituição local sem fins lucrativos.
Assim, a Oliveira Júnior irá colaborar com os utentes da C.E.R.C.I. de São João da Madeira; a 2, 3 da Galiza irá contribuir com o Centro Social de Nossa Senhora de Fátima, em São João do Estoril; e a Domingos Rebelo trabalhará com a Santa Casa da Misericórdia. A Escola Solar é a primeira grande acção do Projecto Social Rock in Rio nesta edição de 2008, que definiu como foco das atenções a causa ambiental.
Assim sendo, este concurso apelou às escolas de todo o país para que apresentassem projectos que conjugassem benefícios de carácter ambiental e social com a aplicabilidade nas suas próprias comunidades.
Participaram 284 escolas do 2º e 3º ciclo do ensino básico e secundário de todo o país, que enviaram os seus projectos que, posteriormente, foram avaliados por um júri constituído por todas as entidades envolvidas: Rock in Rio, SIC Esperança, Ministério da Economia e Inovação e Ministério da Educação.
Foram admitidos projectos que visassem «a eficiência energética e a redução de emissões de gases com efeito de estufa em estratos mais carenciados da comunidade local, contando com o envolvimento de uma IPSS ou entidade local sem fins lucrativos», afirma a organização.
Os melhores projectos ganham agora painéis fotovoltaicos que vão captar energia solar, além de permitirem a divulgação destas temáticas ambientais.
Por sua vez, a energia captada será vendida à rede para utilização ao longo de cerca de 15 anos. As verbas conseguidas com a venda desta energia serão canalizadas para projectos sociais.
O Rock in Rio Lisboa terá lugar nos dias 30, 31 de Maio e 1 de Junho, 5 e 6 de Junho de 2008. Do cartaz constam nomes como Amy Winehouse, Lenny Kravitz, Ivete Sangalo, Joss Stone, Bon Jovi, Alanis Morissette, Metalica, Xutos & Pontapés e os Tokyo Hotel, que, depois de terem cancelado o concerto no Pavilhão Atlântico, oferecerão aqui o primeiro concerto em Portugal, para consolar as jovens fãs.
As 20 escolas vencedoras receberam também mil bilhetes para assistirem aquele que é considerado o maior evento de música do mundo.
Para saberes mais sobre este projecto visita o website da Empr-ESAS:
www.empr-esas.webs.com
30 de Março de 2008, Domingo
"Professora desceu ao nível da aluna" Catarina Madruga, 15 anos, estava no Gerês, de férias com colegas e docentes do 10.º ano da escola Secundária de Valadares, quando viu na televisão o episódio da aluna da Escola Carolina Michaelis, no Porto, a debater-se com a professora para obter o telemóvel. "Ficámos chocados", recorda.No entanto, se a sentença a atribuir à colega pelo seu "comportamento reprovável" dependesse dos quatro estudantes que o JN reuniu numa mesa redonda, ser-lhe-ía concedida uma "segunda oportunidade". "Se ela admitiu o erro e pediu desculpa, a decisão da escola não deveria ser a de a transferir de instituição", advoga João Fonseca, 13 anos, 8º ano, há dois na Escola Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho.João Reis, 17 anos, presidente da Associação de Estudantes da Escola Aurélia de Sousa, no Porto, é mais incisivo: "Será que a colega não merece a nossa atenção?", pergunta - e dá a resposta. "De facto, é mais fácil expulsar pessoas. Mas fazê-lo quer dizer apenas que não queremos esforçar-nos por elas". A frequentar o 12.º ano, o aluno defende que "por uma questão de protecção, se alguém tem um problema, a solução passa por abraçá-lo e não por mantê-lo à distância".Laura Cunha, 15 anos, única participante do debate a frequentar o ensino privado - Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga - não optaria por banir a colega, mas constata que no local onde estuda, uma situação semelhante seria "impensável". "Tenho colegas que foram expulsos por muito menos", diz.Por isso, não aplicando uma sentença que contemplasse a exclusão, a aluna do 10º ano não prescindiria do castigo. "A mudança de escola não assegura que ela não volte a reincidir. Até porque quem tem a liberdade de falar daquela forma na escola, também o faz em casa. Um castigo cívico não faz mal a ninguém".À colega aplicariam pena leve - ou mais leve do que a que lhe foi atribuída -, mas para eles próprios defendem regras rígidas. "A escola tem regras. É obrigação dos nossos pais mentalizar-nos para o seu cumprimento, porque a sociedade também é regida por regras. Caso contrário, não passaremos, no futuro, de selvagens", afirma João Fonseca. Reis, o outro João, volta a completar-lhe o raciocínio: "O que falta nas escolas é um protocolo claro, a definição da hierarquia. Os professores até podem ser nossos amigos, mas antes disso - e não querendo voltar ao Estado Novo - têm que saber mandar em nós". A professora de Francês da Carolina Michaelis não soube exercer esse poder? A resposta é unânime: não. "Aquele que não consegue impor-se numa turma ao ponto de ninguém dessa mesma turma ser capaz de sair da sala para a acudir, cria uma situação incompreensível", observa Catarina."Entre um conjunto de regras, muitas vezes antiquadas, como a proibição de decotes ou mini-saias, e a ausência de regras, prefiro que as haja", acrescenta Laura, colocando, apesar de disso, a tónica na responsabilidade dos progenitores. "A professora pode não ter tido força suficiente para aquela aluna, mas o papel dos professores deve ser complementado com o papel dos pais. Não sei se seria o caso".João Reis volta a ser mais austero: "A professora desceu claramente ao nível da aluna. E isso quebrou o tal protocolo. Até aquela turma há-de ter-se visto confrontada com um comportamento inacreditável, em que a professora faz algo que só um aluno irracional faria", critica. É a vez de João Fonseca resumir a posição, que é a de todos: "Pareceu uma luta entre duas pessoas iguais, e isso nunca pode acontecer. Até porque havia outras soluções". Não esquecendo o objecto que deu origem ao conflito, o telemóvel é, ou não, afinal, imprescindível numa sala de aula? Ninguém o defende incondicionalmente, a não ser, talvez, João Reis."Todos os alunos que conheço têm telemóvel - tem mesmo que ser", vinca a importância do aparelho. "Ninguém o usa para humilhar os professores, nem o deposita em cima da secretária. Mas está no bolso, sempre pronto a ser usado". Pronto-pronto, como numa emergência? "Sim". E o que é uma emergência? "Pode ser só uma pessoa de família, grávida, prestes a dar-nos um sobrinho", sorri. E a boa-nova não pode esperar até ao fim da aula? Resposta definitiva: "Não. Hoje, cada minuto é para ser vivido aqui e agora".A conversa começa a derrapar para o sistema de ensino, afastando-se do episódio da Carolina Michaelis. E com ele, esvai-se também o consenso da mesa.João Fonseca partilha o momento em que foi vítima de bulling, andava no 6º ano. "Dois alunos extorquiram-me dinheiro por duas vezes". Soube a funcionária, o director de turma e o conselho executivo. Pena para os infractores? "Nenhuma. Tentaram que ficássemos amigos". Ficaram? "Não, pedi para mudar de escola". João sentiu-se "desprotegido" e isso irrita Laura, acérrima defensora do sistema privado. "Lá no colégio, uma situação dessas não passaria impune". João Reis sai em defesa do sistema público: "Os colégios privados são endeusados, escondem os seus problemas e tendem a apaparicar os seus alunos, porque precisam mais deles do que o Estado". Catarina concorda.
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